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Argumentar ad hominem

Quando num argumento se ataca alguém, argumenta-se ad hominem (uma expressão latina traduzível por contra a pessoa).

Quando o que se ataca (nas premissas) não é relevante para o que se quer concluir, o argumento é falacioso: é uma falácia ad hominem. Mas, como se compreende, nem sempre um argumento ad hominem é falacioso: não o é, se o que se ataca justifica a conclusão que se tira.

Exemplifiquemos:

chamar a José Sócrates mentiroso é um ataque ad hominem: será falacioso?

O. Braga responde aqui. E o leitor acha que é?

» Sobre a argumentação ad hominem, veja esta proposta de análise do filme “12 homens e uma sentença, na perspectiva dessa argumentação (porventura falaciosa)

» Segundo as orientações do Ministério da Educação para o exame final optativo de Filosofia, devem ser abordadas algumas falácias. Outros textos sobre falácias:

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2 Comentários »

  • ARG diz:

    Mais algo sobre o “ad hominem”, aplicado ao discurso dos políticos, aqui.

  • David Rodrigues diz:

    Este ataque ad hominem é dirigido a José Socrates, primeiro-ministro do nosso país. Ao atacá-lo, chamando-o de mentiroso, está-se a tentar provar que José Sócrates não deveria ser primeiro ministro (já que as suas mentiras são proferidas nos discursos políticos) através de uma das suas características; neste caso, a de ser um mentiroso.

    E na minha opinião, esta não é um falácia ad hominem, mas sim um ataque ad hominem válido. Ao desqualificarmos Socrates do seu cargo por ser mentiroso, estamos a atacá-lo com argumentos que realmente são relevantes para a conclusão. Não podemos ter alguém a dirigir o nosso país e a discursar politicamente que seja um mentiroso: está constantemente a induzir-nos em erro, em promessas que nunca serão cumpridas. Desta forma, ao chamarmos Sócrates de mentiroso, estamos a apresentar uma boa razão para o fazer aposentar-se do seu cargo.

    O problema é saber se os políticos são ou não realmente mentirosos… 😉

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