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CAMUS e o mito de Sísifo

[…] Sísifo ensina a fidelidade superior que nega os deuses e levanta os rochedos. […] É preciso imaginar Sísifo feliz.

[Albert Camus. O mito de Sísifo: ensaio sobre o absurdo]

Camus

Prémio Nobel da literatura em 1957, existencialista do absurdo, Camus nasceu a 7 de novembro de 1913 e morreu a 4 de janeiro de 1960. “Embora não fosse um filósofo no sentido técnico, Camus foi um autor literário francês altamente influente que popularizou a moda existencialista através de quadros vivenciais nos seus melhores livros, como O Estrangeiro (1946), A Peste (c. 1947) e O Mito de Sísifo (c. 1955)” (RUNES, Dagobert D. (dir.). Dicionário de Filosofia. Lisboa : Presença, 1990)


Foi com o pequeno romance O Estrangeiro e o ensaio O mito de Sísifo que alcançou o sucesso, em 1942. Nesta obra (frequentemente considerado o ensaio central do seu pensamento), encontra-se exposta a sua “filosofia do absurdo”, em torno da qual giram os restantes temas do seu pensamento e ação. Camus convida-nos a afrontar a tomada de consciência do absurdo da existência: “Trata-se de viver nesse estado de absurdo” e de extrair dele “três consequências que são a minha revolta, a minha liberdade e a minha paixão. Apenas com o jogo da consciência transformo em regra de vida o que era convite à morte – e recuso o suicídio”.

Sísifo é o símbolo da condição humana: ele empurra a sua pedra até ao lugar mais alto da montanha, consciente de que, a seguir, ela rola de volta:

Sísifo, proletário dos deuses, impotente e revoltado, conhece toda a extensão da sua condição miserável: é nela que ele pensa enquanto desce. A lucidez que devia produzir o seu tormento consome, com a mesma força, a sua vitória. Não existe destino que não se supere pelo desprezo. Se a descida, assim, em certos dias se faz para a dor, ela também pode fazer-se para a alegria

||| O filme The Stranger (1967) (O estrangeiro) de Luchino Visconti é baseado na obra homónima de Albert Camus:

[escrito a 4/jan/2012. Editado a 7/11/2013]

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