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DEBUSSY, Claude: o impressionismo musical

Claude Debussy

O compositor francês Claude-Achille Debussy nasceu a 22 de agosto de 1862 e faleceu a 25 de março de 1918.

A música de Debussy é frequentemente associada ao impressionismo (musical). Neste estilo [onde o despojamento expressivo e a imponência formal são trocados por ambiências sonoras subtis, profundamente sugestivas (plagiado daqui)] é marcante “o efeito de planar sobre uma frase melódica. Claude Debussy, especialmente, foi mestre deste efeito”: em várias das suas composições “ele desenvolve uma linha simples melódica por cima da mão que fica repetindo o acompanhamento nas mesmas notas, causando […] a impressão de [se] estar voando, planando lentamente, com o acompanhamento da música”, sem linhas (melódicas) nítidas, tal como na pintura. (Wikipédia)

Como se escreve no booklet do volume de A Grande Música passo a passo dedicado a Debussy (Ediclube/PolyGram),

Já no seu tempo, o estilo musical de Debussy […] foi geralmente rotulado com a etiqueta de “impressionismo”, um termo tomado, com bastante liberdade, à pintura. Embora se tenha discutido amiúde a sua adequação para descrever música, foi o próprio Debussy quem lhe deu crédito ao afirmar que a música podia representar o jogo da luz de maneira fluida, enquanto a pintura podia representá-lo só estaticamente e, portanto, de maneira antinatural.

O seu Prelúdio à Sesta de um Fauno  (inspirado num poema simbolista de Mallarmé e escrito entre 1892 e 1894) foi uma marcante manifestação musical impressionista (e, para muitos, o início da música moderna).

Debussy disse que a música fora concebida para exprimir os “desejos e os sonhos do fauno no calor da tarde. Então, cansado de perseguir as ninfas e as náiades no seu voo temeroso, abandona-se a um sonho embriagante, cheio de visões finalmente compreendidas…” O sonho, por outras palavras, é a compreensão. A textura orquestral do Fauno é transparente: nada de uma sólida secção de metal ou percussão, à exceção dos antigos pratos tocados levemente. As sonoridades novas e milagrosamente requintadas desta obra-prima ajudaram a abrir as portas da música do século XX.  (do referido booklet)

O seu La mer (O Mar, 1903-1905) foi porventura a primeira grande obra sinfónica impressionista de todos os tempos. A inspiração denunciada pelo título é levada muito além da simples configuração de um poema sinfónico. Fluem massas sonoras continuadas, texturas orquestrais que se alimentam de uma minuciosa exploração dos timbres de cada instrumento, de dinâmicas rítmicas e melódicas incaracterísticas que, contrariando os padrões musicais então estabelecidos, desenham gestos expressivos que abrem portas a infinitas possibilidades de associação a referências extra-musicais (plagiado,mais uma vez, daqui).

“Da madrugada ao meio-dia no mar” — o primeiro destes três “apontamentos sinfónicos”, como Debussy denominou os andamentos, brilhantemente construídos — é uma série de complexos episódios que percorrem a gama expressiva da quietude premonitória à plenitude do Sol.

Em “Jogos de ondas”, um tema suave, como que de sereias, eleva-se sobre ritmos rápidos e agitados.

A indicação de tempo de Debussy para o “Diálogo do vento e do mar” é “animado e tumultuoso”: a peça começa com sons ameaçadores dos timbales, do bombo e das cordas graves. Mais tarde, outro tema como que de sereias eleva-se por cima da agitação do mar, mas é aniquilado pelo poderoso clímax (do referido booklet).

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O texto está igualmente referido no Dicionário.

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