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ESPINOSA, Baruch de

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Spinoza

Filósofo filho de uma família de judeus portugueses emigrados na Holanda, Baruch / Bento / Benedictus de Espinoza / Espinosa / Spinoza nasceu a 24 de novembro de 1632 e faleceu a 21 de fevereiro de 1677.

||| “A formação religiosa de Espinosa: (…) judeu de origem portuguesa (de família marrana), Espinosa viveu sempre na Holanda. Teve em primeiro lugar uma formação judaica tradicional na sinagoga portuguesa de Amesterdão (1639-50); aprendeu hebreu, a Tora, um pouco do Talmud (embora não tenham sido encontrados vestígios da sua inscrição nas grandes aulas da sinagoga). Sabemos que nessa altura reina em Amesterdão um clima de tolerância excecional e que os Judeus estão aí bem integrados. Mas existem, evidentemente, figuras dissidentes de destino trágico: Uriel da Costa, excluído em 1633 por se ter orientado para a religião natural, suicida-se em 1640. Espinosa é objeto de uma expulsão definitiva (Herem) a 27 de Julho de 1656. Em 1661, sentindo-se ameaçado, deixa Amesterdão e parte para Rijnsburg onde frequenta os meios colegiais. Em 1666, o seu médico e amigo Louis Meyer publica um livro que fará escândalo: La Philosophie interprète de l’Écriture Sainte. Em 1670, é publicado anonimamente o Tratado Teológico-Político; em 1677, Espinosa morre e os seus amigos publicam as suas Opera Posthuma” (AAVV. Conferências de Filosofia. Porto: Campo das Letras, 2000, p. 126-127).

||| A desenvolver

  • Há quem considere que encontramos em Espinosa a forma mais elaborada de Panteísmo
    [doutrina, defendida por exemplo pelos estóicos, que identifica Deus e o Mundo: o divino não é transcendente, isto é, superior e exterior ao mundo, como no cristianismo, mas imanente — está situado em tudo na Natureza. (Leia mais informação, aqui)].
  • A filosofia de Espinosa é, por excelência, uma filosofia da essência
    (o existencialismo ateu — de Sartre, por ex. — contesta a prioridade da essência em relação à existência: “a existência precede a essência”, o Homem cria-se a si próprio, pelos seus actos e escolhas)

||| Ler ainda

  • no livro Conferências de Filosofia, o capítulo Espinosa, a religião filosófica. Nele “Jacqueline Lagrée convida-nos a reler Spinoza, sem interpretações pré-concebidas, não como um ateu destruidor das tradições religiosas saídas do judaísmo, mas como o apóstolo laico de uma religião natural universal, garante do espírito de tolerância e de ética da fraternidade” (do prefácio);
  • o texto A transcendência no romance São Manuel Bom, Mártir de Miguel de Unamuno.

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