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Evernote, um instrumento de trabalho intelectual

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Este é o primeiro de uma série de artigos com um tema comum: “Métodos e técnicas do trabalho intelectual”. Sob este título algo pomposo, está um objetivo modesto: fornecer algumas dicas que possam rentabilizar o trabalho de quem estuda, investiga,… Inicio com uma das maiores descobertas que fiz, nos últimos anos, nos domínios do software: o Evernote.

memória de elefante

Está na mesa do café e, de repente, tem uma ideia; onde a anota? num guardanapo, por exemplo. Olha a montra de uma livraria e, de repente, vê um livro que lhe interessa mas não pode comprar na hora; onde anota a descoberta? num livrinho de notas, por exemplo. Vai no autocarro e, de repente, tem uma ideia interessante; onde a anota? no verso do bilhete do autocarro, por exemplo. Está a passear e, de repente, vê uma foto publicitária que gostava de registar; onde a regista? por exemplo, no cartão do telemóvel, através da respetiva máquina fotográfica. Está em férias em Praga e, de repente, ouve um concerto de rua, que gostava de registar; onde o regista? por exemplo, no cartão da máquina fotográfica, que também faz vídeo… No final deste “filme”, tem uma série de notas, espalhadas por uma série de sítios, mais ou menos (des)organizadas.

Vvernote

Com o Evernote,

poderia tê-las registado todas — todas juntas, todas organizadas (em pastas),… E estas são apenas algumas das vantagens do Evernote sobre o vulgar bloco de notas em papel; outras vantagens: pode criar (e editar) e pesquisar os seus apontamentos no computador, no smartphone ou no tablet,… e onde quer que esteja (em Portugal ou na China), mesmo sem ter o seu computador/smartphone/tablet: basta uma ligação à Internet. Pode escrevê-las (online) no sítio da Web do Evernote ou (offline) no seu computador ou no seu tablet… e o Evernote encarrega-se de as sincronizar (quando se ligar à Internet), de modo a estarem sempre atualizadas em todos os sítios.

Evernote tem uma versão gratuita (com capacidade limitada de utilização mensal; uso-a, há anos, servindo perfeitamente)  e uma outra, paga. Em qualquer caso, deve criar-se conta, para que seja possível sincronizar a informação armazenada em todos os dispositivos onde o tenhamos instalado (há versões para Windows, Mac, iOS, Blackberry, Windows Mobile e Android).

Cria-se a conta, no sítio web da empresa. O processo é simples, pelo que me dispenso de acrescentar detalhes (se tiver qualquer dificuldade, por favor, diga-o).

Trabalhar na Web

Recordo que o Evernote pode guardar tipos de conteúdos muito diversificados, o mais comum dos quais será o texto: notas escritas por nós próprios, emails recebidos, citações de páginas web,… Comecemos, então, por aí e vamos fazê-lo na web (deixando para depois outros modos de o fazer: por exemplo, diretamente no computador). Utilizá-lo-emos para um projeto: preparar uma viagem por uma das rotas do Quixote, em Espanha.

  • Iniciamos sessão Web, com os dados de “login” da nossa conta (que criámos antes);
  • Vamos criar um novo “Bloco de notas“, onde guardaremos todas as notas relativas ao projeto. Na coluna da esquerda, clicamos na seta que se encontra na extremidade direita da linha “Blocos de notas”, selecionamos “Novo bloco de notas”, damos-lhe um nome (seja “Rutas del Quijote”) e clicamos em Guardar.
  • Depois, criamos uma nova nota, dentro desse bloco.
    • Se ainda não estiver selecionado, selecionamos o novo Bloco de Notas (clicando no nome, na coluna da esquerda).
    • Na parte superior da janela do Evernote, temos o botão “Nova Nota”: clicamos nele e o Evernote criará uma nova nota.
    • No retângulo respetivo, damos-lhe o título mais adequado à nota que iremos escrever (seja Objetivos da viagem).
    • Colocamos o cursor no retângulo-corpo da nota e escrevemos o conteúdo (utilizando as ferramentas de formatação do texto disponíveis: tipo de letra, negrito, numeração, aumentar recuo,…). Há muitas outras formas de personalizar as notas; deixemo-las, por agora.
    • Não precisamos de guardar nada: o Evernote encarrega-se disso. ;-).
  • Agora, vamos juntar uma imagem da Web: por exemplo, a imagem que ilustra a página “Las diez rutas de Don Quijote“.
    • Pode adicionar-se à nota anteriormente criada: é só
      • pôr, lado a lado, a janela do Evernote e a da página (como quando se navega na Web…);
      • clicar na imagem e arrastá-la para o corpo da nota.
    • Ou pode ser colocada numa nova nota: clicamos em Concluído, se ainda estivermos na edição de alguma nota; depois, é só
      • criar uma nova nota, de acordo com o processo anteriormente descrito;
      • adicionar a imagem como também já foi descrito.
  • Se, em lugar de uma imagem da Web, quisermos juntar uma imagem que esteja no computador (sei lá… uma foto enviada por um amigo que já vagueou por estas andanças), é só
    • pôr, lado a lado, a pasta do computador onde se encontra a imagem e a janela do Evernote;
    • arrastar a imagem, de acordo com o processo anteriormente descrito.
    • (estou a realizar estas tarefas, para as partilhar; nesta fase, criei uma nota nova, a que dei o título “Pedalar e ler” e inseri uma imagem que tinha descarregado da página Percurso Quixote: pedalar e ler).

…e ficamos por aqui, por agora. O mundo Evernote é muito mais amplo, mas o básico está apresentado — e tenciono voltar a ele, em artigos futuros. Convido o meu leitor a pensar de que modo(s) o Evernote o pode ajudar no seu trabalho intelectual. E a concretizá-lo(s). E a partilhar connosco os seus êxitos e as suas dificuldades.

Procurando pela Web, encontrará bué de hipóteses de exploração do Evernote. As mais referidas:

    • digitalizar e guardar papelada diversa: (para professores) horários, classificações de testes, lista de alunos,…;
    • juntar informações (textos, páginas Web, vídeos, imagens…) para preparar a lecionação de uma unidade programática (professores) ou para redigir um trabalho de investigação (estudantes);
    • partilhar (o professor, com alunos e/ou pais; os alunos entre si) informações (apontamentos sobre aulas, pdfs, tabelas para preencher,…). A título de exemplo (muito simples), partilho aqui o bloco de notas que criei para ilustrar os procedimentos acima descritos;
    • guardar, em arquivo áudio, uma conferência a que se assista;
    • digitalizar ou fotografar cartões de visita e arquivá-los no Evernote (a propósito: tem cópia dos seus contactos do telemóvel? conheço alguém que, quando chegou a uma cidade para visitar uma amiga, deixou cair o telemóvel na água e ficou até sem o contacto da pessoa que ia visitar. Talvez o Evernote…);
    • definir lembretes para tarefas pendentes (procure, no canto superior direito da página do seu Evernote, um ícone para criar lembretes);
    • guardar páginas da Web sobre determinado assunto (como veremos depois, pode guardar-se apenas o link para a página ou a página completa)…
    • (…sendo que, como veremos depois, qualquer informação se pode encontrar, em segundos, no emaranhado das notas criadas).
    • Aqui (em espanhol), encontra-se a descrição de uma utilização intensa, sobretudo na atividade de um blogger.

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||| O segundo texto desta série: Evernote em todo o lado.

||| O Evernote pode pesquisar em notas manuscritas. Saiba mais pormenores no texto O Evernote e as notas manuscritas.

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