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Música barroca

Enviado por em 5 de Fevereiro de 2012 – 19:32 Um Comentário | 1.071 vezes

Veneza. …a ornamentação barroca

Quando se fala em barroco musical, salta imediatamente o nome de Bach, o pai de uma vasta família de músicos. Mas há outros nomes grandes: o de Haendel, por exemplo.

A Música aquática de Haendel faz parte das minhas primeiras experiências musicais (adolescentes) da chamada música clássica. As suas ornamentações elaboradas, tipicamente barrocas, soam-me sempre assim (aqui, na direção de Savall):

Situado entre 1600 e 1750, o barroco musical encontrou na Itália o seu grande motor. Monteverdi (1567-1643) tinha consciência de que vivia numa era de transição e sabia que compunha entre 2 estilos (“stile antico” e “stile moderno”). O seu Orfeo é

“a mais antiga e verdadeira ópera, a primeira onde o equilíbrio das formas, a união texto e música, o interesse musical e dramático podem enternecer um público do nosso tempo”. Com ele “Monteverdi demonstra, século e meio antes do nascimento de Mozart, que é um dos maiores dramaturgos da história da música” (Roland de Candé).

Em Inglaterra (após um período de estagnação musical, por influência nefasta dos Puritanos), Purcell compôs a primeira e última ópera barroca inglesa: Dido e Eneias. Dela, o popular Lamento de Dido, gravado na popular sala dos populares Proms (na noite de encerramento dos Proms de 2009) — no Royal Albert Hall:

[fotografia tirada daqui]

[nb: já aqui foi feito o confronto do classicismo musical com o barroco]

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Um Comentário »

  • A. Gomes diz:

    Sobre a “Música aquática” (um conjunto de 3 suites), escreveu Roland de Candé (“As obras-primas da Música”):

    “Os divertimentos musicais sobre a água estavam muito na moda na Europa, no inicio do século XVIII. Mas Haendel ultrapassa os seus antecessores e os seus sucessores nesta magistral síntese dos estilos francês, italiano e inglês. O acento inglês é particularmente saboroso nestas suites, o que é espantoso da parte de um músico recém-chegado a Londres. A impetuosidade rítmica, o brilho sonoro, a euforia geral, sem subtileza excessiva, forçam a atenção e têm tudo para agradar ao rei (pouco músico), à nobreza e ao povo. É um êxito perfeito no domínio de uma música popular de alta qualidade”.

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