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Não é forçosamente assim…

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As coisas não são forçosamente assim.
As coisas que estás sujeito a ler na Bíblia
não são forçosamente assim.

David era pequeno, mas, caramba!,
Derrotou Golias que tombou e morreu
David era pequeno mas… caramba!

Jonas viveu numa baleia
Ele fez a sua casa no ventre desse peixe.
Oh, Jonas viveu numa baleia.

Moisés foi encontrado num rio.
Flutuou na água, até que a filha do faraó
o pescou, disse ela, desse rio.

Sim! as coisas não são forçosamente assim.

 

Porgy and Bess

O texto anterior é um pequeno extrato do libreto da ópera Porgy and Bess, de George Gershwin

(inspirada no folclore negro e inicialmente apresentada, sem grande sucesso, como musical da Broadway (onde estreia em 1935), combina elementos de jazz, blues e gospel com os mecanismos clássicos da ópera, para contar as aventuras de Bess, uma mulher libertina, e Porgy, um aleijado apaixonado por ela).

It Ain’t Necessarily So é, com Summertime, um dos temas mais cantados desta ópera. Convido-o/a a ouver esta interpretação:

Deus explicado numa viagem de táxi

No seu pequeno livro Deus explicado numa viagem de táxi

[Lisboa: Sinais de Fogo, 2008]

Paul Arden recorda esta passagem da ópera no “capítulo” Não foi forçosamente assim (p. 28), para apoiar esta sua ideia:

Não estou a dizer que os eventos descritos na Bíblia não aconteceram.

Mas talvez não tenham acontecido da mesma maneira como as Escrituras o contam.

Junta uma ilustração onde põe, lado a lado, a Bíblia e (um)a obra de Shakespeare, perguntando: Duas grandes obras de ficção?

E eu pergunto ao leitor:

Que valor tem a Bíblia para si? e que valor filosófico, designadamente?

*****

||| It Ain’t Necessarily So é usada, por vezes, para reforçar a tese de que as coisas não têm que ser como efetivamente são. Contra outra visão segundo a qual factos são factos?

||| A soprano Leontyne Price (nascida a 1927) conheceu a fama com o papel de Bess numa versão nova que percorreu a América, a Europa e a Rússia; foi casada, de 1952 a 1972, com William Warfield, o Porgy que com ela contracenou.

||| O filme que da ópera fez o realizador Preminger (1958) juntou Sidney Poitier e Dorothy Dandrige.

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