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SARTRE (Jean-Paul), principal existencialista francês

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Jean-Paul Charles Aymard Sartre (Paris, 21 de Junho de 1905 — Paris, 15 de Abril de 1980) foi um escritor e filósofo francês. Representante do existencialismo ateu. Em 1964 rejeitou o prémio Nobel da Literatura, que lhe fora outorgado pela Academia Sueca.

Jean-Paul Sartre

Sartre foi o principal representante do chamado existencialismo francês ou pelo menos de uma das mais influentes direções do mesmo. Para a sua formação e desenvolvimento, contribuiu Sartre não apenas com obras de caráter filosófico mas também com ensaios, romances, novelas e peças de teatro.  

Alguns dos seus pontos de partida encontram-se na fenomenologia de Husserl; outros, em Heidegger; outros, na reação contra a tradição racionalista e “assimiliacionista” francesa (de Descartes a Brunschvicg, Lalande e Meyerson); outros, em variadíssimos autores, correntes e experiências. A justaposição destes elementos não é suficiente, no entanto, para explicar a unidade do pensamento de Sartre. Tal unidade procede de um núcleo de intuições originárias auxiliadas por um peculiar estilo simultaneamente analítico e dialético.

[José Ferrater Mora. Diccionario de grandes filósofos 2 (K-Z). Madrid: Alianza Editorial, 2002, p. 438-439]

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||| Sartre, personagem romanesca?:  Será Sartre um filósofo? ou sobretudo um romancista? ou a personagem de um romance?

Sartre e o ensino, em Portugal

||| O texto Existencialismo (escrito a pensar nos alunos de Português do 12º ano) problematiza o conceito de existencialismo e sintetiza as grandes teses e conceitos do existencialismo de Sartre.

||| Um filósofo com interesse para o item Finitude e temporalidade — a tarefa de se ser no mundo do programa de Filosofia do 11º ano (ano letivo 2012/13).

||| Um filósofo com interesse para o tema/problema A Religião e o sentido da existência do programa de Filosofia do 10º ano (ano letivo 2012/13). O seu livro O Existencialismo é um Humanismo (Editorial Presença) sintetiza a posição do existencialismo ateu do autor. O seu ponto de partida é a negação da existência de Deus;

“tudo é permitido se Deus não existe; fica o homem, por conseguinte, abandonado, já não encontra em si, nem fora de si, uma possibilidade a que se apegue. (…) Assim, não temos nem atrás de nós, nem diante de nós, o domínio luminoso dos valores, justificações ou desculpas. É o que traduzirei dizendo que homem está condenado a ser livre, (…) está condenado a cada instante a inventar o homem”.

O homem é, portanto, um projeto; a sua vida é simultaneamente contingente (porque submetida ao aleatório), absurda (porque sem justificação — prévia), embora coerente (pelas escolhas, obrigatórias, operadas em função das situações) [ler ainda o texto Existencialismo, acima referido].

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