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Subjetivismo moral

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(haverá ações objetivamente (in)corretas?)

Segundo o subjetivismo, os juízos morais apenas exprimem posições pessoais de aprovação ou reprovação.

O problema (a que o subjetivismo moral responde):

Serão os valores morais relativos?

A resposta:

Sim; são relativos às opiniões e sentimentos das pessoas/indivíduos que os defendem (tese do subjetivismo moral)

Argumentos:

O subjetivismo moral está centrado no seguinte argumento:

Premissa: Diferentes indivíduos discordam acerca do que é correto ou incorreto.
Premissa: Não existe um critério objetivo que nos permita distinguir o que é correto do que é errado (quem tem razão).
Conclusão: Logo, todos temos razão.

A 1ª premissa apresenta-nos um facto: é do senso-comum que existe discórdia no que toca a questões morais. A 2ª premissa é uma consequência da 1ª: o subjetivista acredita que é por haver essa discórdia que não existem valores absolutos, que possam ser aplicados a todos. Afirma antes que todos temos razão, que a validade dos valores morais depende do código moral da pessoa/indivíduo que o defende.

Ex: Se João acredita que X é correto e Pedro acredita que X não é correto, segundo esta teoria ambos têm razão, visto que a validade de cada crença depende dos sentimentos e crenças da pessoa que a defende.

Logo, não parece existir razão para criticarmos as opiniões uns dos outros: são igualmente boas, não temos o direito de as julgar nem o critério objetivo (ou neutro) para o fazer.

A partir deste argumento e da sua explicação, delinearam-se três aspetos que tornam o subjectivismo moral atraente: esta teoria procura promover a liberdade, autonomia e tolerância das/entre as pessoas.

Objeções:

a) Se esta teoria defende que todos os indivíduos têm razão, então também têm razão aqueles que defendem que o subjetivismo está errado. Portanto, é verdade que o subjetivismo está errado.

b) Se o subjetivismo tem razão, então não vale a pena discutir qualquer questão moral. Nós discutimos para chegarmos ao que é verdade. Ora, se defendemos que todos têm razão, então não faz sentido estar à procura de algo que não existe.

c) O subjetivismo acredita que não há verdades absolutas porque os assuntos morais são objeto de discórdia generalizada; mas isso não quer dizer que não existam verdades objetivas.

d) Em situações em que houver posições morais contraditórias não podem ser todas corretas.

Leituras:

Na página Ética e subjectivismo, encontra a “caracterização” do subjetivismo moral: a tese defendida pelo subjetivismo, argumentos a seu favor e objeções contra ele.

[Este é um texto de apoio à rubrica A dimensão ético-política – Análise e compreensão da experiência convivencial do programa atual (ano letivo 2011/12) do 10º ano de Filosofia].

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