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Tomás Magalhães Carneiro

Tomás Magalhães Carneiro nasceu em Évora, em 1977, mas com seis meses trouxeram-no para o Porto, cidade de onde nunca mais sairia, a não ser para umas visitas esporádicas à cidade natal.

Não sou professor de filosofia mas faço da filosofia o meu modo de vida e a minha profissão. Dinamizo sessões de Diálogo Filosófico em espaços públicos (Cafés Filosóficos, Ciclos de Leituras Filosóficas) e em escolas e jardins de infância (Projectos Jovens Filósofos e Filósofos a Brincar)“.

É formador de professores e, recentemente, fundou com um amigo músico o Clube Filosófico do Porto. Deixa o convite para seguirmos o seu blog (Filosofia Crítica) e a revelação de algumas das suas preferências;

Baú:

O navio onde viajas tem carga a mais. A ti, coube-te lançar à água dois dos 3 livros que levas (um de filosofia, um de música e um romance).

Tomás Magalhães Carneiro:

Música e Romance borda fora. A música permite-nos sentir mais, os romances viver mais, mas a filosofia permite-nos ver mais claramente o que sentimos e o que vivemos.

B:

Lançados os livros, ficaste com três objetos: o livro, um dvd com o teu filme preferido e um leitor de mp3 com uma coleção dos teus top musicais. Um deles também tem de ir para o fundo do mar.

TC:

humm… fora com o dvd.

B:

No dia dos namorados, recebeste um cheque-prenda para comprar um cd. Escolhe.

TC:

Ballad of the broken seas (Mark Lanegan e Isobel Campbell). Com o cheque-prenda veio também um bom fornecimento de vinho tinto para embalar esta música genial.

B:

Sabemos que, no dia do teu aniversário, uma das prendas foi a passagem para o formato eletrónico (ebook) de uma obra da tua biblioteca. Segreda-nos qual foi.

TC:

Odisseia (mas foi uma prenda um pouco ao lado pois não tenho leitor de e_book).

B:

Tens de abandonar a profissão de professor. Mas não te apoquentes! Escolhe outra, que em qualquer caso terás carro (à tua escolha), cartão de crédito… e 600 mil euros anuais.

TC:

Como não me considero professor (não ensino nada)… escolho manter a minha profissão actual com os bónus que referes.

B:

A Brigada dos Bons Costumes vai queimar-te a biblioteca toda. Toda, não: permite-te ficar com uma obra apenas.

TC:

Salvava a “Ética” do Espinosa – tenho a certeza que por muito que a lesse muito ficaria ainda por ler.

B:

Os deuses estão fulos com a humanidade: vão destruir todas as cidades. Deixarão apenas ficar uma para tu viveres. Diz-lhes qual há de ficar de pé.

TC:

Pode ser a cidade “Terra” – não deve ser difícil enganar deuses que andam tão distraídos.

B:

Estás condenado a escolher, sem hipótese de abstenção, mas apenas um: Sartre, Nietzsche, Heidegger.

TC:

O filósofo do martelo, Nietzsche – nem era preciso proibir a abstenção.

B:

Para a ilha deserta, só podes levar um destes três B: Bach (Johann Sebastian), Beethoven, Beatles.

TC:

Bach, Bach, Bach. O único dos três que se pode ouvir todos os dias a toda a hora e sempre nos surpreendermos com algo novo.

B:

Tens pozinhos mágicos que te permitem ressuscitar quem tu quiseres. Duas condições: só os podes usar uma vez; nunca em proveito de qualquer familiar.

TC:

Ressuscitava Sócrates. Conversar com esse pedreiro de Atenas deve ter sido das melhores coisas que algum ser humano deve ter feito.

Nota: esta é a oitava publicação de uma série de revelações que pedi a alguns dos meus amigos. Leia as de Mário Rui Dias (a anterior) e de Domingos Faria (a seguinte).

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