Software para Linux: algumas sugestões

Acabo de instalar (de novo: já o usei, em tempos) a última versão do Linux Mint (19.3, com código “Tricia”, edição Cinnamon). Um dia destes, escrevo um artigo sobre a instalação que fiz: em conjunto com o Windows 10 e num disco diferente do Windows 10. No artigo presente, registarei o software para Linux que for acrescentando.

Digo acrescentando, porque o Linux Mint, tal como outras distribuições Linux do género, traz já bastante software de origem (que, portanto, fica pronto a usar quando a instalação do sistema operativo ficar concluída). Por exemplo, o LibreOffice, um conjunto de aplicações de produtividade (ferramentas de escritório) para, como o OFFICE da Microsoft, criar documentos de texto, folhas de cálculo, apresentações, bases de dados… e mais. A grande diferença em relação ao Office da Microsoft é que aquele é grátis (e de código livre). Há quem prefira o WPS Office.

Software para Linux que instalei/experimentei…

O Linux Mint oferece um bom repositório de programas (acede-se em Menu / gestor de programas). Do software a seguir indicado, aquele que pode ser instalado a partir desse gestor (se não sabe como se faz, leia esta página) é referido com a indicação “[GP]”.

[edição: algum tempo após a instalação do Linux Mint, troquei-o pelo Ubuntu. Algumas sugestões de software foram escritas depois dessa troca; além disso, deixei de inserir a referida indicação “[GP]”]

Navegadores na web

  • O Firefox é um bom navegador, estável e robusto, com muitas potencialidades; no entanto…
  • …em algumas circunstâncias, prefiro o Chrome. Até pela facilidade de sincronização com outras aplicações da Google. [2020/06/14] Para quem gosta de programas de código aberto (e de saber o que os programas fazem com os dados que recolhem) o Chromium [GP] é uma ótima alternativa ao Chrome. Já fiz a substituição.
  • O Tor, destaca-se por algumas funcionalidades (segurança, anonimato…). Instala-se assim.
  • Nos últimos tempos, tenho dado alguma atenção ao Vivaldi. É ligeiro, protege contra rasteadores, anúncios indesejados, além de ter possibilidades várias de personalização. Utilizo-o também no telemóvel.
  • [2021/11/10] Experimente a (“incrível”) velocidade do Waterfox, baseado na plataforma grátis e de código aberto da Mozilla. Equilíbrio privacidade/usabilidade. Instruções para o instalar no Linux manualmente.

Obrigatórios… para mim

  • [editado: 7/6/2020] …para TROCA DE MENSAGENS: há versão Linux [GP] tanto do Telegram como do WhatsApp — para referir apenas duas aplicações populares. Para mim, o Telegram é melhor que o WhatsApp em tudo… exceto no número de contactos que os têm instalado (maior, no segundo caso).
  • Uma alternativa menos popular, mas com vantagens: Signal, (com versões para vários sistemas operativos: Android, iPad/iPhone, Mac, Windows, Linux).
    • Na realidade, não há aplicação oficial do WhatsApp para Linux; uma alternativa: usar o WhatsApp para Web (sendo precisa, está aqui uma ajuda). Eu uso o WALC, um programa não oficial.
    • Aqui (em inglês), como instalar o Signal em Linux.
    • Há programas que integram numa única janela tanto o WhatsApp como o Telegram (e o Messenger e o Skype e o Hangouts e o Gmail e o Twitter e uma infinidade de outros serviços). Refiro Franz [GP] (aqui ensina-se como o instalar); Rambox; Hamsket; Ferdi (o meu preferido; aqui, breve apresentação, em português)…
  • Não há aplicação oficial do Evernote. Mas, aqui, a própria empresa, depois de explicar porquê, recomenda os seguintes clientes Evernote de código aberto (porque “funcionam bem no Linux”): NixNote2 [que estou a usar] e Tusk. E acrescenta que “Além disso, programadores empreendedores são capazes de construir esse cliente eles mesmos utilizando a nossa API robusta”. Quem não gostar tem a alternativa do Evernote na Web.
  • Como LEITOR DE VÍDEO, sempre dei preferência (no Windows, também) ao VLC [GP].
  • Para OUVIR MÚSICA: é possível que tenha encontrado o Rhythmbox instalado por pré-definição. Outras hipóteses: Clementine e Amarok.
  • Não sou grande adepto de equalizadores, mas, ainda assim, dei uma voltinha pelo Pulse Audio [GP].

Editores de HTML

  • wysiwyg: KompoZer (“descontinuado”); BlueGriffon [como instalar]…
  • …ou (prescindindo do wysiwyg): Bluefish.
  • [editado: 5/11/2021] Insatisfeito com as opções anteriores, optei por SeaMonkey [tem versão Windows, Mac e Linux. Como instalar], usando a ferramenta Composer (menu Janela/Composer).

Gestores de transferência (incluindo do Youtube)

  • Há muitos anos que, também no Windows, sou fã de JDownloader [GP].
  • Um gestor de código aberto, o uGet [GP]
  • Outra hipótese, também de código aberto, em Java, Xtreme Download Manager.
  • Para cliente Torrent, o Linux Mint pré-instalou o Transmission, que funciona realmente bem e é rápido. Uma alternativa, muito boa e com mais informação gráfica, é QBittorrent [GP]. Outra hipótese: Deluge [GP].
  • Para converter e/ou descarregar vídeos do Youtube:
    • O youtube-dl foi forçado a sair do GitHub, um dos grandes (o maior?) repositório de software livre/open source, onde estava hospedado: a história é contada aqui ou neste episódio do podcast Ubuntu Portugal (que problematiza também a atitude “do” GitHub). Entretanto, foi reposto, como os responsáveis pelo projeto explicam, aqui.
      • Neste artigo explica-se o que faz (descarrega vídeos de outros sítios, além do Youtube), como se instala (e desinstala; outra explicação sobre a instalação, em inglês: https://snapcraft.io/install/youtube-dl/ubuntu) e como se usa.
      • Este artigo d’O Baú também explica como utilizar o youtube-dl para descarregar vídeos do Youtube.
    • [edição 2022/0411] Youtube-dl, com alguma frequência, dá-me erro nas descargas. Como alternativa, estou a experimentar YT-DLP.
      • Além do mais, é mais rápido.
      • Algumas informações, incluindo modo de instalação, aqui; ou (em inglês), aqui.
      • Aqui, em inglês, a comparação entre Yt-dlp e youtube-dl, incluindo formas de instalar e modos de uso.
    • Outra hipótese: Video-downloader

Armazenamento na nuvem

Gravação de CD

  • Brasero [GP] é um clássico. K3b [GP], também.
  • Aqui (em inglês), estão analisados 10 Best CD Burner for Linux Recommended in 2020.

Digitalização, OCR, drivers

  • O digitalizador da minha multifunções Epson foi perfeitamente reconhecido, depois de instalar este software.
  • A multifunções Brother MFC-J5330DW (tal como a MFC-J5720DW) também foi facilmente “agarrada”.
    • O software (drivers, utilitários) pode descarregar-se daqui (MFC-J5330DW) ou daqui (MFC-J5720DW). Aqui estão outros modelos Brother.
    • Seguindo as hiperligações das páginas, encontra-se ajuda para instalação. Este tutorial (em inglês) também pode esclarecer.
    • A minha maior dificuldade foi encontrar o IP da impressora. Como o tutorial antes referido indica, a solução encontra-se indo a http://localhost:631/printers/
  • Com a instalação de Linux Mint, ficou um programa para digitalizar (Simple Scan). Tem opções de digitalizar foto ou texto, a partir do “vidro” ou do alimentador (quando há), página única ou múltiplas páginas e guardar em formato pdf ou imagem ou WebP.
    Precisei de instalar os drivers da minha multifunções, mas o próprio programa se encarregou de me informar sobre isso e indicar a hiperligação respetiva.
  • Apesar de o Simple Scan ter dado perfeita conta do recado em relação ao que lhe pedi, baseado nesta página decidi experimentar
    • o XSane [GP] e…
    • o gscan2pdf [GP]. Passei a utilizar este, que atende bem àquilo de que preciso.
  • Para o trabalho de OCR, verifique [GP] se tem os pré-requisitos: o tesseract-ocr e o tesseract-por (e/ou outro idioma). O texto Install Tesseract OCR on Linux esclarece estes conceitos; para instalar o português: sudo apt-get install tesseract-ocr-por (para todos os idiomas disponíveis, sudo apt-get install tesseract-ocr-all).
  • Depois, há várias opções de interfaces gráficas: o já referido gscan2pdf [GP] faz um bom trabalho (preste atenção à resolução: de 300 para 600 dpi faz diferença); uma alternativa: o gImageReader [GP] — mas tive melhor experiência com o gscan2pdf.
  • [editado: 9/6/2020] Após algumas experiências…
    • Para digitalizar, gscan2pdf. Inicialmente, o fundo branco das folhas era lido como cinzento; resolvi o problema definindo o brilho e o contraste para 100. Utilize as definições de brilho e contraste a seu favor; por exemplo, digitalizei umas folhas escritas à máquina há anos suficientes para quase não se ler: com um brilho de -50, passou a ler-se perfeitamente (o fundo fica mais escuro, mas…).

Documentos PDF

  • O Linux Mint instala um leitor de PDF: o Xreader.
  • Programas de digitalização antes referidos criam documentos PDF.
  • Os PDF podem ser editados com o LibreOffice (funcionalidade Draw).
  • A página 4 Best PDF Editors for Linux (em inglês) apresenta  o LibreOffice Draw, Okular [GP], Qoppa PDF Studio e Master PDF Editor (os dois últimos são comerciais).
  • 5 Best Linux PDF Editors (também em inglês) analisa LibreOffice Draw, Inkscape, Master PDF Editor (aconselha a compra, considerando-o boa alternativa ao Adobe Acrobat Pro), Qoppa PDF Studio 11 e PDF Chain.
  • [13/6/2020] Experimentei Master PDF Editor. É um programa muito completo.
    • A versão 5 grátis tem limitações e insere uma marca de água em documentos guardados.
    • Mas, como se explica neste artigo, a versão 4 é totalmente grátis (veja aqui como a instalar) [edição: não é “totalmente grátis”: algumas opções não funcionam na versão grátis — por exemplo, a inserção de marca de água]
  • [editado: 7/6/2020] Foi-me recomendado o PDFArranger [GP]: reorganiza as páginas de um arquivo; combina vários documentos; exporta páginas selecionadas; elimina páginas de um arquivo; recorta páginas; roda páginas; etc. Vou experimentar (informações, aqui (em inglês) — nem todas corretas: por exemplo, tem a opção “desfazer”, com Ctrl+Z)
  • Há um utilitário muito… útil para combinar ou dividir (e muitas outras tarefas) ficheiros e páginas PDF: PDFtk. Depois de instalada a versão server, (veja aqui a quantidade de tarefas que se podem fazer com ela; há versões para Linux, Windows e mascOS; também há versões gráficas), a utilização no Terminal (não se assuste! veja aqui alguns/muitos comandos e as respetivas tarefas) é muito simples e eficaz. Por exemplo, em Ubuntu, para dividir o ficheiro original.pdf em tantos ficheiros quantos as páginas, com os nomes output_01.pdf, output_02.pdf, e assim sucessivamente, basta o comando pdftk original.pdf burst output output_%02d.pdf
  • Outra hipótese gráfica alternativa à anterior: PDFSAM, aplicação para desktop grátis e open source para dividir, fundir, extrair páginas, rodar e misturar ficheiros PDF.

Leitor de livros digitais (ebooks)

  • O Calibre [GP] pode ser usado para catalogar os livros, obter metadados automaticamente, converter entre diversos formatos de ebook, enviar livros para dispositivos de leitura, ler os livros no computador, editar os livros num editor dedicado e ainda torná-los disponíveis numa rede através do servidor de conteúdos que vem incorporado; é possível também descarregar notícias e jornais, em formato de ebook, de milhares de sítios de jornais e revistas.

Imagem, áudio e vídeo

  • EDIÇÃO DE IMAGEM: a grande referência, para edição mais avançada: GIMP [Programa de Manipulação de Imagens GNU]. Para trabalhos mais simples, há o KolourPaint, “um programa simples de pintura que cria rapidamente imagens rasterizadas”, “útil como uma ferramenta de retoques e para tarefas simples de edição de imagens”, a lembrar o Paint do Windows.
  • Criação e edição eletrónica de imagens e documentos vetoriais (diagramas, linhas, gráficos, logótipos, ilustrações complexas): Inkscape
  • Para EDIÇÃO DE ÁUDIO (por exemplo, em podcasts — como em ficheiros de muitos outros tipos)…
    • o nome mais badalado (e muito eficaz nas tarefas comuns) é o Audacity [GP]. É o que uso para gravar e editar os episódios do nosso podcast Clássica Mente.
    • quando tiver um tempinho, vou explorar o Ardour, um software (mais) profissional, mas de aprendizagem mais exigente.
  • Leitores de PODCAST:
  • HandBrake é uma “ferramenta para CONVERTER VÍDEO de quase qualquer formato para uma seleção de codecs modernos e amplamente suportados”. Há também versão para Windows e Mac.
  • Gravação do ecrã (vídeo e áudio): SimpleScreenRecorder. Este vídeo inicia à utilização.
  • Vou experimentarTenho feito algumas experiências com o kdenlive [GP]: muito potente.
    • Aqui está um pequeno vídeo, muito básico — a minha primeira experiência.

Genealogia (árvores genealógicas)

  • No Windows, usava o Ancestris, que também tem versão Linux. Experimentei o Gramps (que importa os dados do Ancestris) e mudei, sem qualquer hesitação.
    • A instalação (pelo terminal) é simples: comando sudo apt install gramps
    • Aqui está um artigo sobre este software, com comentários de alguns leitores.

Ferramentas de Tradução

  • OmegaT: uma aplicação de CAT (tradução assistida por computador), não de tradução automática.
    • Aqui, um guia de instalação.
    • Este vídeo (em espanhol) mostra como utilizar a tradução automática (pode ser o ponto de partida para uma posterior revisão manual)
  • Tradução (automática) na Web: além dos clássicos tradutores da Google e da Microsoft (também com aplicação para usar off-line), o DeepL.
  • Este vídeo do Youtube apresenta, acreditando nós no título, Todas as CAT tools do mundo! (bem… o próprio autor do vídeo reconhece que o título é um tanto exagerado)

Utilidades (e dicas) diversas

  • Leitor de livros eletrónicos ePub: FBReader.
  • Gestor de palavras-passe: KeePassXC.
  • Pesquisar texto em arquivos dentro de um diretório: Searchmonkey [como instalar: em inglês; em português]
  • Encontrar (e apagar) ficheirosduplicados: aqui, análise de quatro ferramentas (aqui, cinco; e aqui, três com interface gráfica); eu estou a usar, satisfeito, Fdupes.
    • Instala-se (em Ubuntu e “semelhantes”) com o comando sudo apt-get install fdupes
    • Estava habituado a ferramentas com interface gráfica, mas a linha de comandos é muito simples de usar e eficaz. Por exemplo, fdupes -r cartas >duplicados.txt procura ficheiros duplicados na pasta cartas e respetivas sub-pastas (opção -r) e cria o ficheiro duplicados.txt com a relação dos mesmos.
  • Capturas de tela (screenshots): aqui explicam-se várias opções (com vídeo demonstrativo): captura de tela de todo o ambiente; apenas a uma janela; a uma zona do ambiente de trabalho; diretamente para a área de transferência.
  • Controlar a temperatura do computador: com Lm-sensors.
    • Veja aqui como o instalar, o utilizar sem ou com ambiente gráfico. Em alternativa a este guia:
    • instala-se com estes três comandos: sudo apt update / sudo apt upgrade / sudo apt-get install lm-sensors
    • como usar. Como usar em ambientes gráficos
    • desinstala-se assim.
    • Precisando de mais informação, consulte esta página (em espanhol)
    • Sensors Unity, uma interface gráfica, está nos repositórios do Ubuntu.

***

Isto não é o fim…

||| Claro! Hei de continuar em outras áreas ou em outros programas das áreas referidas, à medida que for necessitando. O mesmo é dizer que esta lista irá sendo aumentada e/ou revista. Se lhe interessarem novidades, volte aqui.

||| Utilize a caixa dos comentários, para acrescentar sugestões, discordar das sugestões apresentadas, fazer correções…

||| Entretanto, remeto para a leitura de textos anteriores deste blogue sobre o Linux em geral e sobre duas das distribuições mais badaladas: o Ubuntu e o Linux Mint:

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